Em um cenário cada vez mais conectado, impulsionado pela globalização e pela expansão das relações comerciais além das fronteiras, a análise de crédito internacional tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para empresas que buscam crescer com segurança no mercado externo.
Francisco Eduardo Broering Gomes, CEO da Fairfield, afirma que, embora a globalização tenha ampliado oportunidades, também trouxe novos riscos, especialmente ao lidar com parceiros e clientes submetidos a diferentes legislações, moedas e contextos econômicos.
De acordo com o executivo, a volatilidade cambial e a fragilidade de algumas economias latino-americanas levaram empresas brasileiras a registrarem perdas em operações que, à primeira vista, pareciam sólidas. Ainda assim, segundo ele, esses episódios contribuíram para acelerar a conscientização do mercado sobre a importância de uma análise de crédito mais criteriosa. “Hoje, análise de crédito internacional não é custo, é condição de entrada para quem quer crescer de forma sustentável no exterior”, analisa.
Entre os principais riscos para quem negocia sem uma análise estruturada, ele destaca o descumprimento de pagamento e a falta de visibilidade sobre a real exposição das empresas. Sem esse tipo de avaliação, não é possível compreender o nível de endividamento do parceiro nem identificar o grupo econômico por trás de um CNPJ estrangeiro.
“No comércio exterior, isso é crítico, porque os instrumentos de cobrança são caros e lentos. Quando o problema é identificado, o prejuízo já está consolidado”, explica.
Segundo artigo publicado pela Coface, o cenário econômico global para 2026 indica crescimento de 2,6%, ligeiramente inferior aos 2,8% registrados em 2025, em um contexto ainda marcado por riscos geopolíticos, financeiros e sociais persistentes.
Já no comércio internacional, o avanço foi mais expressivo no ano anterior, com expansão de 3,9%, enquanto, nos Estados Unidos, o aumento de 15% nas insolvências empresariais no segundo semestre de 2025 acendeu alertas sobre a saúde financeira das empresas em um ambiente de maior instabilidade.
Desafios da análise de crédito no cenário internacional
No Brasil, Francisco Eduardo Broering Gomes ressalta a existência de bases como Serasa, Receita Federal e registros de protestos. Já no ambiente internacional, não há padronização, pois cada país possui seus próprios sistemas de registro e diferentes níveis de transparência.
Além disso, a análise internacional precisa incorporar variáveis como risco-país, risco cambial e o nível de enforcement jurídico local. De acordo com o CEO da Fairfield, mesmo empresas com bom histórico podem representar alto risco ao operar em mercados instáveis.
Nesse contexto, a análise de crédito internacional contribui para substituir decisões baseadas em percepções subjetivas por avaliações fundamentadas em dados. Sem esse suporte, o gestor tende a optar entre recusar uma operação por cautela excessiva ou aceitá-la sem a devida verificação, o que pode resultar em perdas em ambos os casos.
Já a adoção de uma análise estruturada permite conduzir negociações com maior segurança e embasamento. “Você sabe qual limite de crédito faz sentido, quais garantias solicitar, qual prazo é adequado ao perfil de risco. Isso impacta diretamente na precificação e na estratégia comercial”, observa.
Na avaliação do empresário, uma expansão internacional bem-sucedida depende de fluxo de caixa saudável e de uma boa reputação no mercado. Segundo ele, ao ingressar em novos mercados com uma política de crédito bem definida, a empresa reduz a inadimplência e reforça sua credibilidade, o que contribui para atrair parceiros mais qualificados. “Além disso, permite distribuir o risco de forma mais inteligente, evitando concentrações perigosas na carteira internacional”, acrescenta.
Estratégia e inteligência na proteção financeira
Na prática, o CEO frisa que a Fairfield não se limita à venda de apólices, mas atua na estruturação de soluções de proteção financeira. Segundo ele, o processo tem início com a compreensão detalhada do negócio, considerando o perfil dos compradores, os países envolvidos e o ciclo de pagamentos.
A partir desse diagnóstico, a empresa desenvolve uma estratégia que integra o monitoramento contínuo dos clientes, a cobertura contra inadimplência e, quando necessário, a recuperação de crédito. “O diferencial está na inteligência que antecede a apólice, garantindo que a cobertura seja aderente à realidade do negócio, e não a um produto genérico de prateleira”, conclui Gomes.
Para mais informações, basta acessar: https://www.fairfield.com.br/
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