As doenças cardiovasculares têm sido observadas com maior frequência entre mulheres, inclusive em faixas etárias mais jovens. Dados da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) indicam que mulheres com até 45 anos apresentaram maior risco de mortalidade e piores desfechos em comparação aos homens da mesma faixa etária.
Os números também chamam atenção para a forma como o infarto se manifesta no público feminino. Diferentemente do quadro clássico de dor intensa no peito, mulheres podem apresentar sintomas como cansaço intenso, falta de ar, náuseas, desconforto abdominal e sensação de mal-estar. Esses sinais podem ser confundidos com outras condições, o que pode atrasar a busca por atendimento e o diagnóstico.
De acordo com o coordenador nacional de cardiologia da Rede Total Care, Felipe Malafaia, essa diferença na apresentação clínica pode impactar diretamente no tempo de resposta ao tratamento. “Muitas pacientes não apresentam o padrão clássico de dor torácica, e isso pode levar a uma demora na procura por atendimento médico ou a uma interpretação inicial voltada para outras causas. No infarto, o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento influencia diretamente no risco de complicações”, afirma.
Além da manifestação clínica, fatores como obesidade, hipertensão, diabetes, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar e estresse também estão entre os principais elementos associados ao aumento do risco cardiovascular em mulheres antes da menopausa.
Segundo Felipe Malafaia, a prevenção cardiovascular deve começar antes do aparecimento dos sintomas. “O acompanhamento clínico, o controle da pressão arterial, o monitoramento metabólico e a adoção de hábitos de vida saudáveis são medidas que contribuem para reduzir o risco e ampliar a identificação precoce de alterações cardiovasculares”, conclui.
Website: https://redetotalcare.com.br/

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