Os protestos na Venezuela após a reeleição do presidente Nicolás Maduro deixaram 11 mortos, segundo informações da ONG Foro Penal Venezolano. As manifestações ocorreram após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) declarar a vitória de Maduro, decisão que a oposição acusa de ser fruto de fraude. Entre os mortos estão dois menores de idade, e os números foram confirmados por quatro ONGs que monitoram a situação no país.
Durante os protestos, 123 pessoas ficaram feridas e 749 foram presas, conforme divulgou o governo venezuelano. As forças de segurança reprimiram os manifestantes com gás lacrimogêneo e balas de borracha. Freddy Superlano, um dos líderes da oposição, foi detido, aumentando ainda mais a tensão política no país. A oposição, liderada por María Corina Machado, alega possuir provas de que a eleição foi vencida por Edmundo González Uruttia, contestando o resultado oficial que deu 51% dos votos a Maduro.
Os confrontos entre manifestantes e forças de segurança se espalharam por várias regiões de Caracas e do interior do país. A oposição convocou assembleias cidadãs, enquanto o governo organizou uma grande marcha em defesa da paz. O procurador-geral da Venezuela afirmou que os presos poderão responder por "atos de terrorismo e instigação do ódio".
A situação na Venezuela atraiu a atenção internacional, com países como Estados Unidos, Brasil e Colômbia questionando a legitimidade da eleição. A Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou uma reunião extraordinária para discutir a crise, enquanto a Venezuela expulsou diplomatas de vários países críticos ao regime. A China, Rússia, Cuba, Nicarágua, Honduras e Bolívia, no entanto, parabenizaram Maduro por sua reeleição.

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