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Sexta-feira, 12 de Abril de 2024

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Operação Ladybug contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e realizado em Pernambuco e mais seis estados

Em Rondônia um mandato de apreensão foi cumprido em São Francisco do Guaporé

Operação Ladybug contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro e realizado em Pernambuco e mais seis estados
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Operação deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco, na manhã desta terça-feira (26), mira uma quadrilha suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O principal alvo da Operação Ladybug ("joaninha", em tradução literal do inglês) é um homem conhecido pelo vulgo "Joaninha", líder de uma organização criminosa com atuação no bairro de Engenho Maranguape, na cidade de Paulista, na Região Metropolitana. Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), 23 pessoas foram presas, sendo oito delas em Pernambuco. 

A quadrilha tem ligação com a morte da adolescente Byanca Kauany Alves Rodrigues, de 15 anos, arrastada de casa e morta em fevereiro de 2022. A jovem dormia com a irmã de 12 anos e com a avó, que é cadeirante, quando homens armados arrombaram a porta da casa e arrastaram a adolescente até um carro. O corpo dela foi encontrado semienterrado a poucos metros de casa.

Ao todo, foram expedidos 28 mandados de prisão e 45 mandados de busca e apreensão, cumpridos no Recife e em cidades da Região Metropolitana: Paulista, Olinda, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho; Limoeiro e Caruaru, no Agreste de Pernambuco; e em outros seis estados: Pará, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Santa Catarina. 

Segundo a Polícia Civil, também foi expedido mandado para sequestro de bens bloqueio judicial de ativos financeiros na ordem dos R$ 15 milhões.

Em Pernambuco, os presos e materiais apreendidos foram encaminhados à sede do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), localizada no bairro de Afogados, na Zona Oeste do Recife. 

 

Imagens compartilhadas pela Polícia Civil mostram que, entre os materiais apreendidos na operação, há armas de grosso calibre, munições e até granadas.

"Os investigados fazem circular o dinheiro com a finalidade de ocultar a origem ilícita do dinheiro em diversos estados da Federação, com destaque para os Estados do Paraná, São Paulo, Pará, Rondônia, Mato Grosso e Santa Catarina", disse a Polícia Civil.

Até granadas foram apreendidas pela Polícia Civil (Foto: Polícia Civil de Pernambuco/Divulgação)

 Para o delegado-geral da Polícia Civil, Renato Rocha, a operação é uma pronta-resposta ao crime organizado.

“O resultado que trazemos hoje é uma importante atuação no combate ao crime organizado e mostra o tipo de trabalho que a gente vem buscando fazer na Polícia Civil. Além de ressaltar nosso cuidado com a investigação e o compromisso da nossa instituição no combate efetivo e expressivo à criminalidade organizada em nosso Estado”, disse

De acordo com o delegado Adyr Martens, titular da 8ª Delegacia Seccional, com sede em Paulista, que dirigiu as investigações, o tráfico de drogas alimentava empresas fantasmas para lavagem de dinheiro em outros estados.

“As empresas recebiam o dinheiro do tráfico realizado em Pernambuco e faziam a lavagem. Algumas vezes convertendo o dinheiro em criptoativos, para dificultar ainda mais a localização pela polícia”, detalhou o delegado.

Segundo Martens, a operação solicitou o bloqueio de 15 milhões de reais, dinheiro ilegal, oriundo de atividades criminosas. “Ainda conseguimos apreender armamentos de guerra e muitas munições nessa ação. Alguns armamentos pesados, como granadas e adaptadores que convertem pistolas em verdadeiras metralhadoras”, contou.

A operação foi apoiada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP).

As investigações em torno da quadrilha começaram em fevereiro de 2022. A operação tem a presidência do delegado Adyr Martens, titular da 8ª Delegacia Seccional. 

Ainda segundo a Polícia Civil, a operação faz parte do Projeto Impulse, inserido no Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas, que busca fortalecer as ações de combate e desmantelamento de quadrilhas, com integração das Polícias Civis — as polícias dos outros seis estados prestaram apoio à corporação pernambucana.

 

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