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Domingo, 22 de Fevereiro de 2026
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Macaé diz que carta de princípios dos direitos humanos foi "rifada"

Para a ministra dos Direitos Humanos, conceitos como a democracia estão sendo usados para impor a autoridade dos mais fortes sobre os mais fracos.

Cleison Silva
Por Cleison Silva
Macaé diz que carta de princípios dos direitos humanos foi
© Lula Marques/Agência Brasil
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A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, disse, na noite dessa segunda-feira (26), que a Carta de Princípios dos Direitos Humanos foi “rifada” por grupos que detêm o poder em determinados países. De acordo com a ministra, conceitos como a democracia estão sendo usados para impor a autoridade dos mais fortes sobre os mais fracos.   

“Nós estamos num momento da história do mundo em que aquele acordo da nossa carta de princípios dos direitos humanos foi, eu vou usar a palavra popular, rifado por grupos que hoje detêm a hegemonia no poder em determinados países”, disse. 

“Acham que vamos esquecer tudo o que a gente combinou e pactuou até aqui, da necessidade de respeito à soberania, à autodeterminação dos povos, e vão impor a lei do mais forte”, acrescentou.

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A ministra deu as declarações na Casa do Povo, no Bairro do Bom Retiro, na capital paulista. O centro cultural foi construído pela comunidade judaica após a Segunda Guerra Mundial e inaugurado em 1953 em memória às vítimas do nazismo. O local foi também lugar de resistência contra a ditadura militar.

Durante a tarde, Macaé Evaristo visitou instituições da comunidade judaica sediadas no Bom Retiro, como o Memorial do Holocausto e instituição beneficente Ten Yad, e fez uma caminhada pela região, marcada por uma série de violações aos direitos humanos.  

“Esse território é marcado por tantas violências, despejo das pessoas da Favela do Moinho, despejo do Teatro de Container, despejo de populações vulneráveis, ataque a pessoas em situação de rua”, destacou o diretor da Casa do Povo, Benjamin Seroussi.

“É a nossa história judaica que nos traz até o momento presente. Não podemos discutir o antissemitismo sem discutir outras formas de opressões ainda mais agudas, infelizmente, no território onde vivemos”, acrescentou.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
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