Em uma cidade conhecida pela verticalização, a faixa litorânea de Balneário Camboriú, formada por Estaleiro, Estaleirinho, Taquaras, Taquarinhas, Pinho e Laranjeiras, passou a operar em outra lógica: baixa densidade, restrições ambientais rígidas e arquitetura como ativo central de valor. Segundo levantamento da J. Maurício, empresa especializada em transações imobiliárias na Interpraias há mais de 25 anos, o metro quadrado local acumulou valorização superior a 200% nos últimos cinco anos e a projeção agora é de alta adicional de até 50% em dois anos, sustentada por oferta limitada, novos empreendimentos autorais e um pacote de infraestrutura que inclui R$ 720 mil em investimentos em segurança e monitoramento territorial.
“Interpraias deixou de ser apenas uma alternativa ao centro verticalizado de Balneário Camboriú e passou a formar um mercado próprio sustentado pela previsibilidade. O investidor sabe que ali existem regras ambientais e urbanísticas que limitam o adensamento, protegem o entorno e preservam a paisagem. Quando a oferta é curta, o produto é bem desenhado e o território mantém sua essência, a valorização deixa de ser episódica e passa a seguir uma trajetória mais consistente”, afirma Maurício Girolamo, CEO da J. Maurício e vice-presidente do conselho gestor da APA Costa Brava.
Outro exemplo vem da AG7, incorporadora com foco em wellness building do Brasil, que anunciou a transformação da área do antigo Parador Estaleiro Hotel em seu primeiro empreendimento de alto luxo em Santa Catarina, na Praia do Estaleirinho. O projeto, com investimento estimado em R$ 282 milhões, terá arquitetura de Isay Weinfeld e apartamentos entre 300 m² e 450 m², com proposta voltada ao bem-estar e a um modelo residencial de baixa densidade.
Para Theo Girolamo, corretor da J. Maurício, isso indica uma mudança no perfil da região. “A entrada de incorporadoras com histórico em projetos premiados em sustentabilidade e em wellness building mostra que a Interpraias passou a atrair investimentos de longo prazo em ativos de oferta limitada. O que está em construção ali é uma identidade. Quando você combina arquitetura autoral, paisagem preservada, regras e oferta limitada, o território começa a ser reconhecido por um padrão próprio. Isso muda a percepção de valor. O comprador não está levando só um imóvel, mas um lugar que tende a ficar mais raro com o tempo”, destaca.
No centro de Balneário Camboriú, a lógica segue sendo a altura e a escala. Na região da Interpraias, o vetor é outro: escassez regulada, desenho autoral e preservação do entorno. É essa diferença que começa a transformar o trecho mais preservado do município em uma espécie de galeria a céu aberto do litoral catarinense.
Website: https://jmauricioimobiliaria.com.br/

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