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Terça-feira, 22 de Setembro 2026
Costa Marques

Doação de órgãos de paciente falecido em Cacoal que morava em Costa Marques atende pacientes de quatro estados.

Órgãos vão atenderam pacientes de Rondônia, Distrito Federal, Goiás e de São Paulo, que aguardavam na fila para transplantes.

Cleison Silva
Por Cleison Silva
Doação de órgãos de paciente falecido em Cacoal que morava em Costa Marques atende pacientes de quatro estados.
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O procedimento cirúrgico de captação de órgãos foi realizada em Cacoal, no dia 08 de julho, no Hospital Regional (HRC) e contou com o apoio de uma equipe de Porto Velho, da Coordenação de Organização de Procura de Órgãos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), e outra equipe do Distrito Federal, que chegou ao município rondoniense com o apoio da Força Área Brasileira (FAB).

O doador foi um homem, de 42 anos de Costa Marques, vítima de um traumatismo cranioencefálico, a esposa e o irmão do paciente autorizaram a doação; A decisão fez a diferença na vida de pacientes dos estados de Rondônia, Distrito Federal, Goiás e São Paulo que aguardavam na fila para transplantes.

“A doação de órgãos no Brasil só pode acontecer se a família do doador autorizar. Neste caso, é de extrema importância, se você tem interesse de ser um doador de órgãos, que você comunique a sua família em vida”, explicou a enfermeira Érika Fernanda, da equipe da Sesau de Porto Velho.

Érika diz ainda que o doador deve deixar explícita a sua vontade. “Caso aconteça, no momento certo, uma equipe vai perguntar à família sobre essa possibilidade da doação e a mesma poderá ser efetivada”.

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Conforme a enfermeira, antes era possível incluir no documento de identidade (RG) a informação quanto a opção por doar órgãos. “Hoje essa documentação não vale mais! Desde 2001, somente a família pode autorizar”, enfatiza Érika.

No Brasil, a logística para captação e transplante de órgãos conta com todo o suporte da Força Área Brasileira

Com a autorização, o processo precisa acontecer da forma mais rápida possível. Isso porque cada órgão tem um tempo específico que pode permanecer fora do corpo humano. “Aqui em Rondônia nós conseguimos realizar a captação de rins, córneas e fígado justamente pelo tempo que esses órgãos podem suportar fora do corpo. O fígado, por exemplo, suporta entre seis e doze horas. Por isso, inclusive, temos o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), que vem com um avião e equipes preparadas, permanecem aguardando até o órgão ser retirado, para então fazer o transporte da forma mais rápida possível para o destino final”, ressalta a enfermeira.

Atualmente, no estado de Rondônia, há todas as condições apropriadas para a captação e transplante de córneas e também de rins. “Qualquer outro órgão, é acionada a Central Nacional de Transplantes e estes órgãos são ofertados para o Brasil. O Estado que aceita o órgão vem para Rondônia fazer a captação, já visando a realização do transplante”, pontua Érika.

Cleison Silva

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Cleison Silva

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