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A temporada de incêndios florestais na Amazônia e no Pantanal, intensificada pela mudança climática, já provoca impactos significativos na qualidade do ar em cidades de dez estados brasileiros. A propagação do monóxido de carbono, que se estende desde o Norte do país até as regiões Sul e Sudeste, tem alarmado as autoridades, levando a alertas de saúde emitidos por organizações como o Unicef. As condições atmosféricas deterioradas resultam de vastas áreas de vegetação consumidas pelo fogo, exacerbando o cenário de crise ambiental.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), os focos de incêndio na Amazônia estão concentrados principalmente no sul do Amazonas e nas proximidades da Rodovia Transamazônica (BR-230). Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que Amazonas e Pará respondem por mais da metade dos incêndios registrados no bioma até 18 de agosto de 2024. As chamas já devastaram 3,2 milhões de hectares da Amazônia e quase 1,9 milhão de hectares do Pantanal, comprometendo 12,5% desse ecossistema.
A gravidade da situação no Pantanal é evidenciada pelo alerta de perigo extremo de fogo emitido pelo Sistema de Alarmes do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa-UFRJ), prevendo dificuldades para o combate aos incêndios, mesmo com o uso de meios aéreos. Condições climáticas adversas, como baixa umidade e altas temperaturas, favorecem a rápida propagação do fogo na região da Bacia do Paraguai, dificultando os esforços de controle.
Em resposta à crise, o governo federal mobilizou uma vasta operação para conter os incêndios. Na Amazônia, 1.489 brigadistas do Ibama e do ICMBio atuam na extinção dos focos, enquanto no Pantanal, 348 brigadistas, 454 militares das Forças Armadas e outras forças de segurança pública estão envolvidos. Além disso, recursos significativos foram liberados, incluindo R$ 405 milhões do Fundo Amazônia e R$ 137,6 milhões em crédito extraordinário para o Pantanal, visando a fortalecer as ações de combate e assistência humanitária.
